Pioneira no desenvolvimento de livros digitais em língua portuguesa, a Fundação Dorina Nowill para Cegos apresenta aos editores, durante a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o mais moderno processo de transcrição e produção de livros digitais acessíveis no formato DAISY. Já são mais de 30 mil exemplares, neste formato, distribuídos pela instituição aos deficientes visuais.
Adotado recentemente pelo Ministério da Educação como um dos formatos para livros aprovados no PNBE – Programa Nacional de Biblioteca na Escola e PNLD – Programa Nacional do Livro Didático, o DAISY é reconhecido internacionalmente como o que há de mais moderno em acessibilidade de leitura.
Nos últimos anos a evolução dos formatos disponíveis para produção dos livros digitais vem acelerando de forma progressiva e consistente a transição do livro em tinta para sua versão digital. Para que todas as pessoas – com e sem deficiência – possam acessá-la é fundamental disponibilizar informações de forma inclusiva, principal característica dos livros produzidos em Daisy.
O formato Daisy é uma ferramenta de leitura digital que permite à pessoa cega ou com visão subnormal acesso à leitura de forma rápida e estruturada. O usuário pode visualizar o conteúdo do texto em vários níveis de ampliação e ouvir a sua gravação em uma voz sintetizada de forma simultânea. A ferramenta possui mecanismos de busca por palavras, notas de rodapé opcional, marcadores de texto, soletração, leitura integral de abreviaturas e de siglas, além de emitir a pronúncia correta de palavras estrangeiras.
A Fundação Dorina Nowill para Cegos há mais de três anos desenvolve livros digitais acessíveis no formato Daisy, seguindo rigorosamente o protocolo definido pelo Consórcio Mundial DAISY, que inclui desde a conversão de arquivos em qualquer formato até a produção do livro Daisy com áudio e texto completo.
Além do processo de produção de livros digitais acessíveis, a instituição desenvolveu também um leitor de livros neste formato, o DDReader, para integração total com os arquivos no formato Daisy, que permite ajustes de preferências e interfaces personalizadas em três línguas: português, inglês e espanhol. Entre os principais recursos do DDReader estão um tutorial incorporado ao aplicativo, acesso a todos os comandos pelo teclado, eco de comandos em voz sintetizada e histórico de leitura de livros. O aplicativo está disponível para download gratuito no site: www.fundacaodorina.org.br/ddreader.
“Esta é uma forma de avançar na questão da acessibilidade com soluções de baixo custo para países em crescimento”, comenta Alfredo Weiszflog, diretor-presidente voluntário da Fundação Dorina Nowill para Cegos.
Desta maneira, fica claro que o livro digital acessível no formato Daisy viabiliza a produção de livros que sejam ao mesmo tempo produtos para o mercado em geral e que contenham todos os recursos de acessibilidade exigidos pelos leitores com deficiência visual. Em uma sociedade em que as pessoas com deficiência ainda sofrem com a exclusão, esta ferramenta possibilita que mais informações sejam disponibilizadas de forma acessível para todos.
“A experiência da Fundação Dorina na produção de livros digitais acessíveis no formato Daisy para as pessoas cegas e com baixa visão pode servir para atender com agilidade as editoras interessadas independente da quantidade de títulos de seu catálogo”, constata Pedro Milliet, desenvolvedor dos livros em formato Daisy da Fundação Dorina Nowill para Cegos.
Serviço aos editores
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Deficientes visuais serão beneficiados com o recurso que será inserido em programas televisivos
Brasília - Começou nesta quinta-feira, 1º de julho, o prazo de 12 meses para que as emissoras de televisão digital incluam em suas transmissões pelo menos duas horas semanais de programação com audiodescrição. O consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Édio Azevedo, explica que a audiodescrição é um recurso que permite que as pessoas com deficiência visual possam assistir e entender melhor os programas da televisão. “Nosso objetivo é incentivar a produção audiovisual que favoreça a inclusão social dessas pessoas, fortalecendo o direito universal à comunicação e à informação”, ressalta.
Segundo Azevedo, a expectativa é que, em julho de 2011, as principais emissoras possam contar com uma quantidade maior de horas do que as duas definidas na legislação. “Nós estabelecemos um mínimo, mas a perspectiva é que as próprias emissoras desenvolvam uma cultura de produzir conteúdos acessíveis, à medida que as tecnologias estejam disponíveis”.
A meta do governo é que, em dez anos, todas as emissoras geradoras e retransmissoras de radiodifusão em sinal digital do Brasil exibam, no mínimo, 20 horas semanais de programas audiodescritos - quase o dobro do que determina a legislação da Inglaterra, país referência em diversos aspectos de acessibilidade.
Édio Azevedo destaca que a iniciativa está em conformidade com o Plano Nacional de Direitos Humanos da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. Segundo ele, já há, no Brasil, alguns casos de utilização de audiodescrição, não apenas em serviços de radiodifusão, mas também em filmes, peças teatrais e demais produtos audiovisuais, mas isso ainda não ocorre de forma sistemática e regular.
“Devemos lembrar que, além do forte componente de responsabilidade social que existe na produção de conteúdos acessíveis, há também um aspecto econômico. As indústrias estão começando a descobrir a potencialidade destes cidadãos enquanto consumidores de produtos audiovisuais”, afirma o consultor jurídico.
Sobre o recurso
A audiodescrição é uma modalidade de tradução que tem como objetivo ajudar pessoas com deficiência visual a compreender melhor o conteúdo exibido. Consiste na descrição de informações visuais como expressões faciais, figurinos ou efeitos visuais. São utilizadas diferentes técnicas, dependendo do tipo de produto que se deseja descrever, que pode ser uma peça de teatro, um filme ou uma série televisiva.
A audiodescrição não é uma novidade. Desde 2003, o recurso tem sido oferecido em todos os filmes do Festival Assim Vivemos, realizado bienalmente no Rio de Janeiro e em Brasília. As irmãs Graciela e Lara Pozzobon, da Lavoro Produções Artísticas, fazem os roteiros e as audiodescrições e oferecem uma opção de áudio aos deficientes visuais por fones de ouvido.
Lara conta que, na época em que começaram, não encontraram muita informação sobre audiodescrição, então desenvolveram técnicas a partir de conversas com os cegos após as exibições dos filmes. Atualmente, Graciela ministra cursos para formar novos audiodescritores. O objetivo é formar uma rede de profissionais para atender à crescente demanda, principalmente com o aumento de emissoras digitais no Brasil.
Na televisão, as emissoras que já transmitem em formato digital têm um ano para fornecer no mínimo duas horas de programação audiodescrita. O recurso estará disponível em um canal de áudio exclusivo, geralmente acionado pela tecla SAP (Programa Secundário de Áudio). As informações visuais são inseridas entre os intervalos do áudio, com o cuidado de não sobrepor diálogos ou ruídos importantes para a compreensão da narrativa.
Fonte: MiniCom
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Todas as sessões com Audiodescrição e Legendas pela Iguale – Comunicação de Acessibilidade – www.iguale.com.br
Quinta dia 08:
14:00 - Bastardos Inglórios
17:00 - É Proibido Fumar
19:00 - Anticristo
21:30 - Se nada mais der certo
Sexta dia 09:
14:00 - Abraços Partidos
17:00 - Simonal – Ninguém sabe o dureo que dei!
19:00 - Valsa com Bashir
21:30 - Festa da Meina Morta
Sábado dia 10:
14:00 – Up – Altas Aventuras
17:00 – Cidadão Boilesen
19:00 – Polícia, adjetivo.
21:30 – Desejo e Perigo
Domingo dia 11:
14:00 – Era do Gelo 3
17:00 – Jean Charles
19:00 – Deixa ela entrar
21:30 – Lua Nova
Segunda dia 12:
14:00 – Avatar
17:00 – 500 dias com ela
19:00 – Moscou
21:30 – Zico
Terça dia 13:
14:00 – Desejo e Perigo
17:00 – Hotel Atlântico
19:00 – A onda
21:30 – No meu lugar
Quarta dia 14:
14:00 – Julie e Julia
17:00 – Amantes
19:00 – A deriva
21:30 – Ervas daninhas
Quinta dia 15:
14:00 – Milk
17:00 – Apenas o fim
19:00 – Polícia, adjetivo
21:30 – Festa da menina morta
Sexta dia 16:
14:00 – Se nada mais der certo
17:00 – Gran Torino
19:00 – A partida
21:00 – Divã
Sábado dia 17:
14:00 – Era do Gelo 3
17:00 – É proibido fumar
19:00 – Anticristo
21:30 – Bastardos Inglórios
Domingo dia 18:
14:00 – Up, Altas aventuras
17:00 – 500 dias com ela
19:00 – Milk
21:30 – Loki
Segunda dia 19:
14:00 – Entre os muros da escola
17:00 – Cidadão Boilesen
19:00 – A onda
21:30 – Besouro
Terça dia 20:
14:00 – Gran Torino
17:00 – Apenas o fim
19:00 – Deixa ela entrar
21:30 – A partida
Quarta dia 21:
14:00 – Lua nova
17:00 – Loki
19:00 – Abraços partidos
21:30 – Se nada mais der certo
Quinta dia 22:
14:00 – Avatar
17:00 – Divã
19:00 – Julie e Julia
21:30 – Ervas daninhas
Sexta dia 23:
14:00 – Deixa ela entrar
17:00 – Jean Charles
19:00 – Hotel Atlântico
21:30 – É proibido fumar
Sábado dia 24:
14:00 – Valsa com Bashir
17:00 – Up – Altas aventuras
19:00 – A deriva
21:30 – Lua nova
Domingo dia 25:
14:00 – Abraços Partidos
17:00 – Era do gelo 3
19:00 – Festa da Menina Morta
21:30 – Amantes
Segunda dia 26:
14:00 – Bastardos Inglórios
17:00 – Polícia, adjetivo
19:00 – Erva do rato
21:30 - Avatar
Terça dia 27:
14:00 – Amantes
17:00 – Zico
19:00 – Besouro
21:30 – Entre os muros da escola
Quarta dia 28:
14:00 – Valsa com Bashir
17:00 – Simonal - Ninguém sabe o duro que dei.
19:00 – No meu lugar
21:30 – Gran Torino
Quinta dia 29:
14:00 – Moscou
17:00 – Anticristo
19:00 – Erva do rato
21:30 – A deriva
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