São Paulo Futebol Clube em parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos levarão para o campo o tema da inclusão de pessoas com deficiência por meio de ação social com crianças cegas e com baixa visão atendidas pela instituição beneficente.
No próximo dia 14 de março, a partir das 16h20, crianças com deficiência visual atendidos pela Fundação Dorina Nowill para Cegos entrarão em campo de mãos com seus pais e voluntários da instituição. A ação possibilita por meio de momentos de lazer um resgate de vivências e contato com novas experiências, questões fundamentais em sua reabilitação e desenvolvimento. “A maioria dos nossos clientes são carentes de oportunidades como esta, o que nos motiva em pensar atividades nunca antes experimentadas por eles”, comenta Cristina Felippe, gerente do atendimento especializado da instituição.
Os voluntários levarão também ao campo faixas com informações relacionadas à inclusão. Voluntários, deficientes Visuais e seus acompanhantes assistirão ao jogo no Setor de Deficientes do Estádio, um dos poucos no Brasil a possuir um setor exclusivo com espaço para cadeiras de rodas, banheiros acessíveis e adaptações para outros tipos de deficiência. O Morumbi recebe, nesse dia, às 17h, a partida entre São Paulo e Rio Branco, pela 14ª rodada do Campeonato Paulista de 2010.
A ação oportuniza a eqüidade social presente nas atividades esportivas, bem como a ampliação do universo cultural e convivência em grupo. O futebol é uma paixão mundial e as pessoas com deficiências visuais estão entre seus fãs e adeptos ressaltando que além de responsabilidade social é importante investir em acessibilidade.
Além desta ação, ao longo de 2010, São Paulo Futebol Clube e Fundação Dorina desenvolverão outras atividades em parceria, para promover e facilitar inclusão social de pessoas com deficiência visual.
Serviço:
São Paulo X Rio Branco
Rodada 14 do Paulistão
Data: 14/03/2010
Horário: 16h20
Estádio do Morumbi (Estádio Cícero Pompeu de Toledo)
Praça Roberto Gomes Pedrosa, nº1 - São Paulo
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A Vivo anunciou nesta terça-feira (02/03) que vai investir R$ 800 mil na instalação do Museu Pelé, que será construído no centro da cidade de Santos, litoral de São Paulo. A empresa de telefonia vai disponibilizar um projeto tecnológico que inclui acessibilidade com descrição auditiva, tradução em libras e material em braille.
O Museu Pelé faz parte do projeto de revitalização do centro histórico de Santos e contará com uma área de 3.200 m2, construída em frente da estação do Valango, a primeira estação de trem do Estado de São Paulo. O projeto está previsto para ser concluído em 2012.
“Já tive várias propostas para ter um museu nos Estados Unidos, outro no Japão, mas nunca quis. Em Santos é diferente”, afirmou o ex-jogador Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. “Apesar de ser de Três Corações (MG), foi em Santos que o Pelé saiu para o mundo.”
Além das ferramentas high-tech, o museu deve contar com outras tecnologias de ponta. De acordo com João Paulo Tavares Papa, prefeito de Santos, o projeto vai incluir, entre outras coisas, recursos de holografia e simulador de movimentos das jogadas do "rei de futebol". “Podemos ajudar com informações técnicas, pois também temos expertise com o Museu da Língua Portuguesa, que conta com tecnologias de ponta”, afirma Roberto Lima, presidente da Vivo.
Somente a infraestrutura do Museu Pelé, que prevê fundação, restauração de edifícios e outras reformas, foi orçado em R$ 20 milhões. De acordo com o prefeito de Santos, mais de 50% do valor já foi captado. Essa parte conta com recursos do Ministério da Cultura por meio de incentivo da Lei Rouanet. Empresas como Ambev, Fosfertil, MRS, BNDES fazem parte do projeto. O caso da Vivo, explica o prefeito de Santos, é de apoio financeiro e técnico na montagem do museu. “Neste momento, estamos em processo de captar recursos para a montagem e restauração do acervo de Pelé”, disse Papa.
O prefeito de Santos afirmou, ainda, que as obras do Museu Pelé devem começar ainda neste mês.
Copa 2014
Falando em um dia em que a seleção brasileira enfrentava a Irlanda em amistoso na Europa, Pelé disse que não acredita em atrasos na construção da infraestrutura da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil. "Ainda temos tempo", disse. "Precisamos pensar agora na saúde de Mandela e na Copa da África." E emenda: "se fosse técnico, com certeza escalaria Neymar. Ele tem um futebol moleque e é vivo", brincou o rei do futebol.
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Essa vem de Portugal:
Equipa de investigadores juntou várias tecnologias num único projecto e quer criar guia computorizado a baixo preço
Pequenos avisos sonoros ou curtas mensagens vocais que avisam da presença de uma passadeira, de um buraco no passeio ou da aproximação a um edifício público. Estas são algumas utilizações do Blavigator, um sistema portátil de auxílio à deslocação na rua de cegos que está a ser desenvolvido por uma equipa de investigadores do Grupo de Investigação em Engenharia do Conhecimento e Apoio à Decisão (GECAD), do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), provenientes de várias outras unidades de investigação (ver texto secundário).
O sistema funciona como um misto de GPS e avisos sonoros de aproximação a obstáculos - semelhantes aos que existem em alguns veículos. Orçado em 80 mil euros, financiados pela Fundação Ciência e Tecnologia, "o Blavigator será um dispositivo de pequena dimensão, uma espécie de PDA, que permitirá dar informação aos cegos, em áudio se a pessoa assim o pedir". Segundo João Barroso, um dos elementos da equipa, "o sistema pode também emitir vibrações que darão indicação ao utilizador sobre para onde deve virar ou se está a sair do percurso estabelecido".
O desenvolvimento e construção do interface arranca em Janeiro de 2011 e a equipa conta "ter um primeiro protótipo um ano depois, no início de 2012". "É um auxílio barato e fiável para a navegação dos cegos" e que "poderá ser facilmente montado por um técnico", salienta João Barroso. "O sistema será muito leve, robusto, fácil de colocar e transportar e nunca se tornará um obstáculo na locomoção", assegura.
O Blavigator é o resultado de vários módulos desenvolvidos no âmbito do GECAD. Segundo João Barroso, "o que está a ser feito agora é a integração num único protótipo". O projecto terá várias tecnologias, como o sistema de informação geográfica, GPS, identificação por rádio frequência (RFID) e a visão por computador, com o intuito de detectar obstáculos e transmitir essa informação ao utilizador.
As informações são provenientes de autarquias, entidades públicas e privadas, e serão carregadas para um sistema gerido centralmente. O utilizador apenas terá de as descarregar para o seu interface. Entre as informações encontram-se as localizações de passadeiras, edifícios e respectivos serviços, ajudando à detecção de obstáculos a uma distância de dois ou três metros. "Ao chegar junto à entrada de um edifício, por exemplo, o cego pode solicitar a listagem dos serviços ali instalados", salienta João Barroso.
Embora não seja um projecto inédito, a equipa ressalva que o equipamento terá uma grande vantagem: o preço. "Um dos objectivos é que chegue ao mercado com um custo inferior a 400 euros", diz o também docente na Universidade de Trás- -os-Montes e Alto Douro (UTAD).
Embora o objectivo seja construir um aparelho que guie os cegos nas suas deslocações diárias, João Barroso frisa que o sistema não se pode tornar ele próprio um obstáculo. Assim, a interacção com o utilizador será baseada num mínimo de perguntas e instruções simples de forma a não perturbar a navegação com a bengala, nem distrair a atenção do som ambiente. "É preciso não esquecer que os cegos têm os outros sentidos mais desenvolvidos e, por isso, o Blavigator não o pode distrair do que o rodeia", conclui João Barroso.
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